sábado, 9 de maio de 2009

Doideira

Vida marcada
Apedrejada
Manchada
De suor e sangue.
A todo instante
Clarão ofuscante
Da claridade
Penetrante.
O errado é o certo
O justo o culpado
Tudo mudado.
O mundo virado.
Eu, cansada
Fatigada
Canto a última
Do Veloso.
Quem sabe o encontro
No baixo
No riacho.
Despertador tocando
Vou parando
De escrever
Essa poesia (?)
Que saiu
Sem querer.


Márcia Andrade

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